Um terço dos homens sofre de ejaculação precoce. O que define um homem com tal problema? Inicialmente alguns pesquisadores sugeriram que o tempo de penetração de até um minuto antes do orgasmo caracterizaria o ejaculador precoce. Já a dupla de pesquisadores norte-americanos Willian Masters e Virgínia Johnson, no auge da revolução sexual dos anos 1960, sugeriu que ejaculador precoce seria aquele que, gozando precocemente, seria incapaz de satisfazer a parceira em 80% das relações sexuais. Foi a primeira vez que se levou em conta o prazer da mulher ao invés de apenas checar o cronômetro. Para complicar a questão, sabe-se que a resposta feminina sempre foi mais demorada, em média 10 a 15 minutos para atingir o ápice.

Não se pôde definir até hoje uma causa para a ejaculação precoce, mas a maior parte dos estudos aponta para ansiedade e fatores emocionais na raiz do problema. Todos os homens que já enfrentaram essa situação têm receitas frustradas de tentativa de controle: pensar na sogra, nas dívidas bancárias, pedir para a parceira não se mover, ingerir bebidas alcoólicas antes da relação ou até masturbar-se antes do contato sexual. Nenhuma é realmente eficaz e os insucessos acabam piorando a situação, culminando muitas vezes em dificuldade de ereção ou fuga das relações por medo da decepção resultante.

Ejaculação precoce tem cura, em geral pela associação de psicoterapia com medicamentos. Os melhores resultados se dão quando a parceira está ativamente envolvida no tratamento. Há exercícios a dois, indicados durante a relação, que ajudam no recondicionamento do reflexo orgásmico e no controle masculino.

Vale a pena vencer a inibição e procurar o especialista: poucas vezes se tem a oportunidade de sair do consultório com prescrição tão prazerosa.