Os cânceres renais não são muito frequentes: correspondem a 3% dos tumores malignos, com incidência de 10 casos para cada 100.000 indivíduos a cada ano. Ocorrem, geralmente, após os 50 anos de idade e são mais usuais em homens que em mulheres. São, entretanto, tumores geralmente agressivos.

Antigamente, eram descobertos já em estágios avançados e por não responderem bem à radioterapia ou à quimioterapia, geralmente incuráveis. Com a popularização de exames de check up, mais da metade dos tumores renais passaram a ser descobertos precocemente. Mesmo assim, um terço dos pacientes com câncer de rim já apresentam metástases à distância no momento do diagnóstico. Nas fases iniciais a pessoa não tem qualquer sinal de alarme -, em apenas 10% dos casos há sintomas clássicos de dor em flanco, abaulamento abdominal e sangramento na urina. É justamente antes da manifstação de sintomas que o tratamento é mais eficaz.

Como dito anteriormente, hoje a maioria dos casos é descoberta acidentalmente, através de exames rotineiros de ultrassonografia abdominal, quando é possível identificar nódulos renais, confirmáveis por tomografia. Um especialista deve avaliar se o nódulo tem características que o definam como maligno. Confirmada a suspeita, o tratamento é cirúrgico. Dependendo do tamanho da lesão, é possível preservar o rim, retirando apenas a área afetada.

As chances de sucesso são diretamente dependentes do tamanho da lesão. Tumores de 3 a 4 cm têm melhor prognóstico, com índices de cura excelentes. Isso mostra, mais uma vez, a importância de se manter uma postura pró-ativa em relação à saúde. Mesmo uma doença tão séria como essa, quando identificada rapidamente por exames rotineiros pode ser tratada com sucesso.