Aproximadamente 20% dos homens submetidos a cirurgia radical para câncer de próstata experimentarão recidiva bioquímica da doença. Nesses casos, o PSA volta a subir, mostrando que ainda há células tumorais ativas e, portanto, não houve cura. Tal condição não traz nenhum sintoma, mas gera muita ansiedade quanto ao que o futuro reserva, e quando a doença voltará a se manifestar clinicamente.

Pesquisadores da Johns Hopkins, na edição de Janeiro de 2012 do British Journal of Urology International, avaliaram pacientes nessa situação, procurando identificar fatores preditivos do surgimento de metástases. Eles encontraram duas variáveis: a velocidade de duplicação do PSA (quando menor que 3 meses, maior o risco) e o valor do Gleason (pior prognóstico para Gleason maior que 7). Lembramos que Gleason é a classificação dada ao tumor pelo patologista, após a cirurgia ou biópsia, analisando as características das células. A boa notícia é que o tempo médio entre o primeiro aumento de PSA e o surgimento de metástases é de 10 anos.

Considerando-se essa janela de oportunidade para tratamentos, várias alternativas poderão ser discutidas com o urologista. Elas vão desde a aplicação de radioterapia até a terapia de supressão hormonal.