A incontinência urinária atinge cerca de 10 milhões de brasileiros. Mais comum em mulheres que homens, os tratamentos são variados. As técnicas cirúrgicas têm evoluído bastante nos últimos anos para abordagens mais simples, com incisões mínimas, atingindo índices de sucesso excelentes. Duas vias são mais comumente utilizadas: a suprapúbica, onde uma fita é passada por baixo da uretra em direção ao osso púbico, na parede anterior do abdome baixo, e a trans-obturatória, com a fita direcionada para a área lateral à vulva. Há alguma controvérsia quanto à melhor técnica. Perdas urinárias mais severas são corrigidas com maior sucesso pela técnica suprapúbica. Um trabalho recente publicado por pesquisadores da San Cecilio University em Granada, Espanha, comparou essas duas modalidades:

Os resultados obtidos com a técnica de sling transobturatória e retropúbica foram:

01)Taxas objetivas de cura: 84% vs 88%

02)Taxas subjetivas de cura: 83% em ambos os grupos

03)Tempo operatório: 20 vs 27 minutos

04)Tempo de internação: igual para os dois grupos

05)Perda sanguínea na cirurgia: 48 vc 52 ml

06)Tempo de retorno às atividades: igual nos dois grupos

07)Perfuração de bexiga: 0,3% vs 5,5%

08)Lesão vascular séria: rara; sem diferença nos dois grupos

09)Dor na área operada: 12% vs 1,7%

10)Dificuldade para urinar após a cirurgia: 4% vs 7%

11)Sensação de urgência urinária ou urge-incontinência após a cirurgia: 7% vs 6%

12)Melhora na qualidade de vida: igual para os dois grupos

Fonte: Curr Opin Urol, 2011; 275-280